O inferno é logo ali, no Haiti


Estou acompanhando há mais ou menos 1 hora, via CNN e seu âncora Anderson Cooper, a cobertura in loco da tragédia no Haiti.
Eu confeso que jamais imaginei que pudesse ver algo parecido. Anderson Cooper andando entre as ruínas e relatando o cheiro insuportável dos corpos em decomposição. Mais adiante, ele para ao lado de um monte de escombros de onde emerge um pé, que se mexe. As pessoas correm e começam a cavar, com as mãos, tentando desenterrar o autor dos sons guturais.
Os que conseguem ser salvos não tem para onde ir, não existem instituições públicas (hospitais, bombeiros, polícia, prefeitura, Deus…) que possam prestar auxílio.
Acabei de perguntar pra Eliane se eu poderia ir até lá, se conseguisse chegar de alguma maneira, e a resposta dela foi que eu já tenho meu filho pra cuidar (as mulheres sempre são mais sensatas).
Só sei que assistir àquilo tudo me mudou um pouco, ainda não sei quanto ou o que, mas mudou alguma coisa.

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